Bem-Estar Animal

Semana Mundial dos Animais / 2007
4 a 10 de outubro

Semana Mundial dos Animais 2007 - 4 a 10 de Outubro

É hora de dar aos animais uma segunda chance. Ajude-nos a recolher assinaturas para a campanha “Para Mim os Animais Importam” em apoio a uma Declaração Universal de Bem-Estar Animal. Ajude assim a diminuir o sofrimento dos animais por todo o mundo e a acabar com a crueldade contra os animais – para sempre.

Declaração Universal de Bem-Estar Animal: um acordo entre pessoas e nações pelo reconhecimento de que os animais são seres sencientes, pelo respeito ao seu bem-estar e pelo fim da crueldade contra os animais – para sempre.

Campanha "Para Mim os Animais Importam"

Enviado por Marcelo Marcolino - São Paulo - SP

Madeira ilegal

Governo de São Paulo fecha fronteiras para entrada de madeira ilegal da Amazônia no Estado

“Operação Primavera” apreende 263 toneladas de madeira, em dois dias, nas fronteiras com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul


Em dois dias de operação nas principais rodovias ao longo das fronteiras com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a Polícia Militar Ambiental realizou quatro apreensões num total de 263 toneladas (175 m3) de madeira com irregularidades no Documento de Origem Florestal – DOF, que autoriza o transporte desse produto. Os motoristas tiveram as cargas apreendidas e foram multados em R$ 90 mil.

A “Operação Primavera”, como foi batizada, foi realizada nos dias 18 e 19 de setembro, em oito barreiras envolvendo 90 policiais militares e técnicos da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo (Instituto Florestal) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, especializados na identificação das espécies transportadas, com a ajuda de um laboratório móvel. A ação - parte do Projeto São Paulo Amigo da Amazônia, um dos 21 programas prioritários do Governo do Estado desenvolvidos pela Secretaria do Meio Ambiente - visa coibir a comercialização de madeira proveniente da região amazônica produzida ou transportada de forma ilegal.

O secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, que acompanhou toda a ação, explicou que o objetivo da Operação é iniciar um processo de inibição do consumo de produtos da floresta amazônica explorados ilegalmente. Com esta ação, espera-se a redução da demanda por madeira de lei, principalmente na construção civil, e o incentivo da expansão das florestas plantadas para consumo pela indústria.

Dos 142 caminhões com produtos florestais vistoriados, quatro foram autuados por transportarem madeira irregularmente. Uma das cargas apreendidas continha castanheira, espécie que tem a exploração proibida e seu corte só é autorizado em casos excepcionais, como desmatamentos para a construção de barragens, linhas de transmissão de energia, estradas e outras obras públicas. No mesmo caso, se enquadram a seringueira e o pau-rosa, enquanto a extração de mogno só é permitida em algumas regiões do Estado de Rondônia.

Medidas

A preocupação envolve também os órgãos do Estado, como a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – CDHU, vinculada à Secretaria da Habitação, que é uma das grandes consumidoras de madeiras para a construção de casas populares. A CDHU firmou um compromisso, a ser seguido por outros órgãos, de utilizar apenas madeira legalizada.

Segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, estima-se que 90% da madeira produzida na Amazônia seja ilegal, destinada principalmente para São Paulo, onde entram em média 150 caminhões por dia. A Amazônia é o segundo maior produtor mundial de madeira tropical, atrás apenas da Indonésia. O Brasil consome atualmente 24,5 milhões de m3 de madeira em tora, tendo o Pará como principal produtor com 45% do total, seguindo-se o Mato Grosso com 33% e Rondônia com 15%.

Os principais tipos de madeiras produzidas na região amazônica são o ipê, jatobá, itaúba, cumaru, roxinho, maçaranduba, garapeira, angelim vermelho, angelim pedra, cedrinho e cupiúba.

Alberto Sheik

Fonte: Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo

Dia mundial do sem carro

DIA 22 DE SETEMBRO....

DIA MUNDIAL DO SEM CARRO...

JÁ OUVIU FALAR?

O dia do Sem Carro surgiu na Europa na década de 70 e chegou no Brasil em 2001. O objetivo é fazer uma manifestação para alertar as pessoas para os problemas causados pelo uso massivo dos automóveis nas grandes cidades e incentivar a prática dos esportes, principalmente a Caminhada.

QUER CONTRIBUIR COM ESTE MOVIMENTO MUNDIAL E PASSAR HORAS AGRADÁVEIS NOS CAMINHOS DA SERRA DA PAULISTA? PARTICIPE DA CAMINHADA DA LUA CHEIA NESTE SÁBADO, 22.

A saída será em frente à empresa Big B, às 19h, onde os participantes farão um breve alongamento antes de percorrem os 4km de percurso na Serra da Paulista. Após a Caminhada, os participantes que desejarem poderão usufruir de um delicioso jantar no Sítio Fortaleza (opcional). O evento é totalmente gratuito. Serão oferecidos aos caminhantes, água e carona para volta até o local de partida.

Informações mais detalhadas sobre a Caminhada da Lua Cheia poderão ser obtidas no site www.saojoaodaboavista.org.br.

A CTUR, Prefeitura Municipal e Agência de Desenvolvimento já estão planejando a agenda do evento para o ano de 2008. Estão sendo aceitas sugestões de novos trajetos, sorteios, apresentações musicais, danças, festivais gastronômicos, exposições, parcerias e demais inovações que possam incrementar ainda mais este passeio, que já acontece desde 2005. As sugestões poderão ser enviadas para o e-mail atendimento@ctur.org.br.

Informações sobre a Caminhada: (19) 3623 5512. Reservas antecipadas para o jantar - contato Sítio Fortaleza: (19) 3633 5389.

Benefícios da Caminhada: Um coração e um pulmão mais sadio, maior resistência física, ajuda no controle do stress, melhora na capacidade de dormir rapidamente, diminuição do risco da obesidade. Esses são apenas alguns benefícios que a caminhada oferece. Em conjunto com uma alimentação balanceada e equilibrada, a caminhada auxilia na regulação do colesterol. Além desses benefícios internos no corpo, a caminhada melhora a auto-estima e aumenta a disposição de enfrentar o cotidiano.

Dicas sobre como caminhar: Horário: Escolha um horário, de preferência no período da manhã até as 10 horas ou final da tarde após as 18 horas, onde o calor não é tão intenso. Roupas e Tênis: Use roupas leves e confortáveis. Evite jeans e tecidos sintéticos ou qualquer outro tecido que prenda seus movimentos. Use um tênis com amortecimento adequado. Local: Procure um local agradável e seguro, onde não haja poluição e automóveis trafegando, evite também locais de terreno seja muito acidentado. Freqüência Semanal: Para iniciar uma atividade física é aconselhável, começar aos poucos, 3 vezes na semana e em dias alternados, após o período de adaptação, passa-se para 4 a 6 vezes na semana. Intensidade do Exercício: Para realizar qualquer atividade física é importante que se conheça a sua freqüência cardíaca, ou seja, os batimentos do coração durante o exercício. O ideal é que os batimentos estejam de 60% a 85%. Um cálculo simples para identificar a freqüência cardíaca é subtrair sua idade de 220. O resultado é a freqüência cardíaca máxima que a pessoa deve chegar na prática de qualquer exercício. Postura da Caminhada: O tronco deve estar ereto, cabeça levantada e o olhar voltado para frente. As passadas devem ser contínuas e ritmada, de maneira confortável. Uma boa intensidade é aquela que ainda permita que o participante converse enquanto caminha. Execução: Antes de iniciar a caminhada é importante que estar hidratado e ter ingerido algum alimento pelo menos 1 hora antes da atividade. Deve-se iniciar com alguns exercícios de alongamento como, pescoço, braços, tronco, pernas e pés. O alongamento inicial é importante, pois ajuda a preparar a musculatura para o início da atividade. Fonte: Informações retiradas do site www.goodlight.com.br, sob orientação da professora de Educação Física Mônica Peralta.

Camila Mattielo
MTB 43.830
Assessoria de Comunicação
www.agenciadedesenvolvimento.com.br

Duras constatações

Alexandre Garcia

Papai Noel

Olhem que idéia legal!!!

Vamos divulgar??

Quer fazer algo diferente, este ano, no Natal?

Que tal ir à agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?

Fui informada de que tem cada pedido inacreditável. Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó ou material escolar.

Deixo a idéia lançada. É só pegar a carta e entregar o presente em uma agencia do correio até dia 20 de Dezembro.

O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.

-DIVULGUEM ENTRE OS CONHECIDOS-

Na vida, a gente passa por 3 fases:

- a primeira quando acreditamos no Papai Noel;
- a segunda quando não acreditamos e
- a terceira quando somos Papai Noel!!!

Enviado por Noura van Dijk – São Paulo-SP

Feliz aniversário, minha irmã

Daniel Cassol - Jornalista

Nada substitui o lucro, diz o primeiro mandamento da TAM, ainda publicado no site da empresa neste 31 de julho, quando Lina Barbosa Cassol, minha irmã, estaria completando 29 anos, se não tivesse sido morta na explosão do vôo 3054, há duas semanas.

No sábado anterior à tragédia, fui com ela a São Sepé, na casa dos nossos pais. Era a despedida da Lina, que em setembro viajaria com o noivo para os Estados Unidos, onde iniciaria sua pesquisa de doutorado sobre câncer de mama na Universidade de Michigan. Mesmo nova, ela já havia conquistado respeito como médica oncologista e a viagem para os EUA era mais um dos seus grandes feitos, com os quais já estávamos acostumados.

Desde cedo, foi assim. De concurso de redação na escolinha João XXIII a prêmios da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. Quando passou em primeiro lugar na Medicina da UFSM, disse que um dia descobriria a cura do câncer. Talvez estivesse sonhando ou apenas brincando, mas, lá em casa, nunca ninguém duvidou.

Até onde ela chegaria, agora só podemos supor. Prestes a dar um grande passo na vida, Lina morreu, junto com outras 198 pessoas que também tinham grandes planos para o futuro, o que nos leva a perguntar: que prejuízos teve o Brasil com esta tragédia?

Palavras como grooving, manete e reverso vão sendo incorporadas ao nosso vocabulário, enquanto as verdadeiras causas disto que chamam "acidente" são omitidas, e a culpa, colocada em quem não pode mais se defender. Porque nada substitui o lucro, nos ensina a TAM, nem a verdade sobre uma tragédia anunciada e outras vezes já ocorrida.

Agora, a empresa nos responde com rapazotes engomados que dizem compreender nosso sofrimento. O governo demonstra mais uma vez sua absoluta falta de vontade em enfrentar os interesses econômicos. E outros políticos, igualmente responsáveis por esta tragédia, porque criadores de um sistema falho e submisso aos interesses empresariais, agora fazem discursos enérgicos, usando a dor das famílias em nome de seus interesses pessoais.

Minha mãe costuma chorar pela manhã. É quando se lembra mais da Lina, ela me diz, sem saber o que vai ser da vida, agora que está sem sua amiga e companheira. Nestes dias frios e tristes no interior do Estado, cercados de gente religiosa, nos resta acreditar que de fato a Lina tinha uma missão, curta e intensa, de tornar pessoas melhores todos aqueles que conviveram com ela.

E também resta o consolo de que estas mortes sirvam, pelo menos, para que haja mais respeito pelas vidas, diariamente perdidas no Brasil.

Feliz aniversário, minha irmã.

Uma Terra sem humanos

Para refletir...


Uma Terra sem humanos Uma nova forma de avaliar o impacto da humanidade sobre o ambiente é pensar como o mundo se sairia se todas as pessoas desaparecessem *por Alan Weisman* KENN BROWN E EMILY HARRISON DE VOLTA À NATUREZA: Se todos os seres humanos desaparecessem, Manhattan voltaria a ser uma ilha florestada. Muitos arranha-céus cairiam em questão de décadas, minados por fundações alagadas; prédios de pedra como a catedral de Saint
Patrick (na representação do artista) sobreviveriam por mais tempo. Ervas daninhas e árvores se enraizariam no asfalto rachado, enquanto aves de rapina se aninhariam nas ruínas e raposas perambulariam pelas ruas...


*Entrevista com ALAN WEISMAN*


*Introdução*

É uma fantasia comum imaginar que você é a última pessoa viva na Terra. Mas e se todos os seres humanos fossem varridos de repente do planeta? Tal premissa é o ponto de partida de The world without us (O mundo sem nós), nova obra do autor de livros científicos Alan Weisman, professor associado de jornalismo da University of Arizona. Nesse longo exercício de pensamento, Weisman não especifica exatamente o que elimina o Homo sapiens, em vez disso ele simplesmente assume o desaparecimento repentino de nossa espécie e projeta a seqüência de eventos que provavelmente ocorreria nos anos, décadas e séculos a seguir.

Segundo Weisman, uma grande parte de nossa infra-estrutura física começaria a ruir quase que imediatamente. Sem equipes para a manutenção das ruas, nossos grandes bulevares e rodovias começariam a rachar e a ficar abaulados em questão de meses. Nas décadas seguintes, muitas casas e edifícios comerciais ruiriam, mas alguns itens comuns resistiriam à degradação por um tempo extraordinariamente longo. Panelas de aço inoxidável, por exemplo, poderiam durar milênios, especialmente se ficassem enterradas nos sítios pré-históricos cobertos por ervas daninhas em que nossas cozinhas se transformariam. E certos plásticos comuns permaneceriam intactos por
centenas de milhares de anos, não se decompondo até que micróbios evoluíssem para adquirir a capacidade de consumi-los.

O editor da SCIENTIFIC AMERICAN Steve Mirsky entrevistou Weisman recentemente para descobrir por que ele escreveu o livro e que lições podem ser tiradas de sua pesquisa. Veja trechos da entrevista nas páginas seguintes:

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_2.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_3.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_4.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_5.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_6.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_7.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_8.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/uma_terra_sem_humanos_2.html

Alan Weisman é autor de cinco livros, incluindo *The world without us *(St. Martin's Press, 2007). Seu trabalho já apareceu na Harpers, New York Times Magazine, Los Angeles Times Magazine, Discover, Atlantic Monthly, Condé Nast Traveler, Orion e Mother Jones. Weisman tem um programa na National Public Radio e na Public Radio International e é produtor sênior da Homelands Productions, organização jornalística que produz séries independentes de documentários para a rádio pública. Ele leciona jornalismo internacional na University of Arizona.


*Multimídia*

Confira as animações que mostram como ficaria Nova York se todas as pessoas desaparecessem.

www2.uol.com.br/sciam/multimidia/a_terra_sem_humanos.html
www2.uol.com.br/sciam/multimidia/o_longo_desaparecimento_da_humanidade.html

Editora Dueto

Texto enviado por Esteban Moreno - Rio de Janeiro-RJ

1 minuto de silêncio, por um Brasil melhor



Movimento Cívico pelo direito dos brasileiros


www.cansei.com.br

Computadores velhos e a inclusão digital

Computadores velhos podem contribuir para a inclusão digital

Centros de recondicionamento recebem doações de máquinas usadas
Redação Portal CONPET
13/04/2007

Com um computador novo em casa, o que você faz com o antigo? Uma opção para quem quer se desfazer da máquina é doá-la para os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), que funcionam atualmente em Porto Alegre (RS), Gama (DF) e Guarulhos (SP). Neles, os equipamentos velhos são recuperados por jovens aprendizes das regiões periféricas dessas cidades e, em seguida, encaminhados para projetos de inclusão digital em escolas e bibliotecas públicas e telecentros comunitários.

Segundo um estudo de 2004 da Universidade das Nações Unidas (UNU), a fabricação de um computador com monitor CRT de 17 polegadas consome 240 kg de combustíveis fósseis, quase dez vezes o próprio peso. O valor é considerado muito alto, se comparado a produtos como um automóvel ou um refrigerador, cuja quantidade de combustíveis utilizada na fabricação é aproximadamente igual ao seu peso.

Ao todo, um computador desses consome na sua fabricação cerca de 1.800 kg de produtos: aos 240 kg de combustíveis fósseis somam-se os 22 kg de produtos químicos e os 1.500 kg de água. Quando jogado no lixo, os equipamentos vão parar em lixões ou aterros sanitários e, com o tempo, seus elementos tóxicos se dissolvem no solo, contaminando os lençóis freáticos ou sendo liberados na atmosfera.

Projeto Computadores para Inclusão

A implantação dos CRCs faz parte do Projeto Computadores para Inclusão (Projeto CI), uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento. Para viabilizá-lo, o Governo estabelece parcerias com instituições que se responsabilizam pela manutenção e funcionamento da unidade.

O primeiro CRC foi inaugurado em Porto Alegre no mês de abril do ano passado por meio de um convênio do Ministério com o Centro Social Marista de Porto Alegre (Cesmar). As unidades de Gama - parceria com a Associação de Apoio à Família, ao Grupo e à Comunidade (Afago) - e a de Guarulhos - parceria com a Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas - iniciaram suas atividades em dezembro de 2006 e aguardam, agora, as respectivas inaugurações.

O Projeto CI foi inspirado no Programa "Computadores para Escolas", desenvolvido pelo Canadá desde 1993. A Colômbia também segue o exemplo canadense desde 2000 com o "Computadores para Educar".

Inserção de jovens carentes

De acordo com o secretário de SLTI do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, por serem instalados em regiões periféricas das cidades, os CRCs possibilitam a inserção profissional de jovens em situação de risco.

"No CRC-Cesmar, 70 jovens de comunidades carentes trabalham na restauração dos computadores através do Programa Primeiro Emprego. Temos também 12 monitores", diz o coordenador administrativo dessa unidade, Carlson Janes. Ele explica que, a cada três máquinas doadas, é possível montar um computador que funcione. "Estamos com um bom estoque de computadores. Nós recebemos doações da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) da Petrobras, da PUC, da Caixa Econômica Federal e do Ministério do Planejamento, entre outros", diz. Os CRCs recebem doações de empresas públicas e privadas, órgãos do governo e pessoas físicas.

Além de recuperar a máquina, o CRC-Cesmar tem um projeto com a PUC-RS para dar um destino adequado às placas eletrônicas dos computadores, transformando alguns dos seus componentes em semi-jóias. "Também enviamos o plástico para um galpão de reciclagem próximo ao nosso CRC e separamos os metais para doar para reciclagem", explica, "o mais grave hoje é a dificuldade para dar um destino adequado aos vídeos. Nós os passamos para empresas especializadas que podem dar um descarte correto para eles. Elas nos entregam um certificado que comprova isso".

Seleção

A seleção de quem receberá os computadores recuperados fica por conta da Coordenação Nacional do Projeto CI, composta por representantes dos Ministérios do Planejamento, Educação (MEC) e Trabalho e Emprego (MTE), dos CRCs integrantes da rede e dos parceiros que aportam recursos e/ou serviços.

Os interessados em doar equipamentos devem entrar em contato com a gerência executiva do Projeto CI para informar a quantidade, a configuração e a localização das máquinas que pretende doar. As informações estão disponíveis no site
www.governoeletronico.gov.br/projetoci

Com informações Ministério do Planejamento e BBC

Leia também:

União Européia toma medidas para combater o lixo eletrônico ONU quer acordo global sobre descarte adequado de celular Seu computador também polui

Notícia a ser disponibilizada no Site A3P/MMA (www.mma.gov.br/a3p)

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Patricia Grazinoli

Comissão Gestora da Agenda Ambiental na Administração Pública

Ministério do Meio Ambiente

Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável

"Hey You"

Madona

O lado perigoso do avanço dos computadores

No ano que vem, o número de computadores pessoais (PCs) em funcionamento no mundo deve atingir a astronômica cifra de um bilhão. Desde o seu surgimento nos anos 1970, até chegar a essa marca, passaram-se um pouco mais de três décadas. Porém, para dobrar esse número serão necessários apenas sete anos. De acordo com estimativa divulgada pela consultoria Forrester Research, em 2015 haverá dois bilhões de PCs espalhados pelo mundo.

A princípio, esse “boom” no consumo de PCs pode significar o acesso de mais pessoas à tecnologia, o que, sem dúvida, é um avanço positivo. Mas essa expansão tem alguns aspectos preocupantes. O primeiro é que a indústria de computadores e seus periféricos é uma das que, proporcionalmente ao peso dos seus produtos, mais consome recursos naturais, tanto na forma de matéria-prima, como em termos de água e energia.

Segundo a Universidade das Nações Unidas (UNU), um computador comum (24 quilos, em média) emprega ao menos dez vezes o seu peso em combustíveis fósseis (contribuindo para o aquecimento global) e 1.500 litros de água em seu processo de fabricação. Esta relação supera, por exemplo, a dos automóveis, que utilizam, no máximo, duas vezes o seu peso em matéria-prima e insumos. Um único chip de memória RAM consome 1,7 quilos de combustíveis fósseis e substâncias químicas para ser produzido, o que corresponde a cerca de 400 vezes o seu peso.

A ONG ambientalista Greenpeace possui um “Guia dos Eletrônicos Verdes”, onde apresenta as principais empresas de informática americanas em um ranking baseado na “limpeza” de seus processos produtivos. Os critérios utilizados são a quantidade de substâncias nocivas presentes nos produtos e a responsabilidade da empresa sobre seus resíduos. Também considera se a empresa está preparada para receber de volta os computadores usados assim como a existência de programas de reciclagem de equipamentos obsoletos. Você pode encontrar a relação aqui: http://www.greenpeace.org/international/campaigns/toxics/electronics/how-the-companies-line-up

Comparando o ranking atual com os anteriores, é possível notar uma mudança nos procedimentos das empresas no sentido de tornar seus produtos mais “verdes”, por meio da redução – e até eliminação – do emprego de substâncias químicas perigosas, certamente buscando atender à demanda de clientes preocupados com os impactos de suas escolhas sobre o meio ambiente. Após analisar a sua real necessidade de comprar um dos equipamentos, o consumidor pode consultar essa lista, que é atualizada a cada três meses. Lá ele encontrará informações sobre a origem dos produtos que pretende adquirir, dando preferência às empresas que demonstram maior preocupação com os impactos dos resíduos da produção sobre o meio ambiente. Assim, o consumidor valorizará boas práticas, estimulando as empresas a manterem essa conduta e incentivando outras a fazerem o mesmo.

De qualquer forma, é bom lembrar que os processos de fabricação podem variar de país para país, bem como os programas de gerenciamento de resíduos. Por isso, em caso de dúvida, é importante checar as informações junto à filial brasileira, por meio dos canais de comunicação com o consumidor.

Alta demanda de matéria-prima

Na outra ponta, a indústria de computadores também apresenta um problema muito sério: o descarte desses equipamentos resulta na geração 50 milhões de toneladas de lixo todos os anos, segundo o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. É uma montanha com mais de 200 milhões de PCs completos, que tende a saturar aterros e depósitos, complicando ainda mais a gestão de resíduos.

Para agravar a situação, algumas peças de computadores contêm metais pesados como mercúrio, cádmio, chumbo e cromo, transformando-as em um risco à saúde pública, quando descartados de forma inadequada. Segundo Fátima Santos, gerente técnica da empresa de reciclagem de resíduos químicos Suzaquim, “na infinidade de produtos utilizados no processo de fabricação dos equipamentos eletrônicos, os metais pesados são os mais danosos, pois são acumulativos no organismo e podem causar doenças fatais”. Em geral, os primeiros prejudicados por esses elementos são os próprios funcionários das empresas de informática. No entanto, quando entram em contato com o solo, esses componentes tóxicos podem contaminar os lençóis freáticos, atingindo, por conseqüência, a população abastecida por essa água.

De acordo com o e-Waste Guide, os monitores de tubo mais antigos contêm várias substâncias (como chumbo, bário e fósforo) que podem provocar câncer quando descartadas de forma inadequada no meio ambiente. O PVC, utilizado como isolante em fios elétricos, quando incinerado e inalado provoca problemas respiratórios. O cobre, também presente em cabos, placas e circuitos, durante a incineração, também catalisa o processo de formação de dioxinas e furanos, substâncias que afetam a reprodução humana e são acumulativos nos animais em geral, permanecendo na cadeia alimentar. Já os BRTs (retardantes de chamas), substâncias que são utilizadas nas peças de plástico e outros componentes do sistema para evitar incêndios, causam desordens hormonais e reprodutivas. Atualmente, as empresas têm procurado alternativas para os BRTs.

Consumo consciente

Todos sabemos que, hoje em dia, é praticamente inviável prescindir dos computadores. Mas, tomando consciência dos impactos que o seu uso causa, o consumidor pode contribuir para que os reflexos positivos dessa tecnologia sejam maiores que os danos ao meio ambiente.

A primeira coisa a ser avaliada pelo consumidor é se há mesmo necessidade de comprar um novo computador. Algumas vezes, um “upgrade” (troca de peças específicas, mantendo a “carcaça”) basta para atender às necessidades do momento. Outro procedimento que deve sempre ser adotado é o de tentar consertar o computador, em vez de aproveitar o primeiro problema para trocar a máquina por outra nova. A tendência é que esse tipo de serviço se torne cada vez mais comum. Outras vezes, as pessoas trocam de equipamento apenas por comodidade ou por estética. Será que é mesmo fundamental trocar um monitor de 14 polegadas por um maior? É sempre bom gastar alguns minutinhos ponderando se é possível adiar a compra de um novo equipamento e, caso não seja possível, refletir sobre as reais necessidades que devem ser atendidas por este novo equipamento.

Uma outra questão a ser considerada na hora de trocar de computador é o que fazer com o velho. Uma alternativa é procurar alguma empresa que faça a reciclagem dos equipamentos. Para Fátima Santos, uma grande vantagem da reciclagem é que permite não consumir recursos naturais não-renováveis, além de prolongar a vida útil dos materiais. “O plástico de um componente passa a ser matéria-prima para outro produto”. Além disso, completa ela, a reciclagem “libera os aterros para o que é mesmo lixo e os aterros controlados para outros produtos que ainda não têm tecnologia viável [de tratamento]”.

Outra possibilidade é doar o computador antigo. Pode ser para algum conhecido ou para entidades que utilizam o computador como está ou comercializam sua sucata com empresas recicladoras.

Alguns exemplos são:
Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes
http://www.abre-excedente.org.br
Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br
Comitê pela Democratização da Informática
http://www.cdi.org.br
Museu do Computador
http://www.museudocomputador.com.br

Além dessas entidades, algumas empresas brasileiras de informática também recebem computadores de quaisquer marcas.

Fonte: Instituto Akatu - Consumo Consciente

Compromisso Live Earth - passe adiante

Prezad@ amig@,

Os shows do Live Earth esse sábado serão assistidos por 2 bilhões de pessoas no mundo inteiro. Porém eles são mais do que shows. Eles são um chamado de mobilização. Durante o evento, os organizadores do Live Earth estarão desafiando as pessoas ao redor do mundo a assinarem a carta de compromisso do Live Earth. Essa carta contém 7 princípios para se combater a crise climática. (O texto completo está abaixo).

Os membros da Avaaz superaram as expectativas e organizaram festas do Live Earth em 125 paíeses, sendo eles um total de 2500 anfitriões. Se nós usarmos essa energia e comprometimento para chamar atenção para a carta de compromisso, podemos fazer do Live Earth um terremoto político. Você pode assinar a carta e envia-la para cinco amigos?

http://www.avaaz.org/po/climate_pledge/?cl=13350859

O texto completo da carta está abaixo. Ela é mais do que uma petição – é um manifesto de propósito pessoal e político. Ao ler a carta, imagine o que é possível se milhões de pessoas lerem e cumprirem as ações da carta.

EU ME COMPROMETO:

1.A exigir que meu país participe de um tratado internacional nos próximos 2 anos, que reduza em 90% a poluição responsável pelo aquecimento global nos países desenvolvidos e em mais de 50% em todo o mundo, para que a próxima geração herde um planeta saudável;

2.A assumir atitudes individuais para solucionar a crise climática, reduzindo ao máximo as minhas emissões de CO2 e neutralizando o restante para me tornar uma pessoa "carbono neutra";

3. A lutar pela suspensão da construção de qualquer gerador de energia movido a carvão, que não tenha a capacidade de reter e armazenar o CO2 com segurança;

4.A trabalhar por um aumento significativo na eficiência do uso de energia da minha casa, trabalho, escola, espaço religioso e nos meios de transporte que utilizo;

5.A lutar por leis e políticas públicas que ampliem o uso de fontes de energia renováveis para reduzir a dependência do petróleo e carvão;

6.A plantar novas árvores e me unir a outras pessoas na preservação e proteção das florestas;

7.A comprar produtos de empresas e apoiar líderes que compartilham do meu compromisso em solucionar a crise climática e construir um mundo próspero, justo e sustentável para o século 21.


Essa carta de compromisso é o que dá propósito ao Live Earth. Ela é o sentido das festas. Ela contém os compromissos que precisamos para criar verdadeiras mudanças. Assine a carta agora e envie para seus amigos para que possamos conseguir 250.000 assinaturas antes dos shows do Live Earth no sábado:

http://www.avaaz.org/po/climate_pledge/?cl=13350859

Vamos fazer do Live Earth o começo de um movimento imbatível. A crise climática merce nada mais do que isso.

Com esperança,

Ben, Graziela, Ricken, Paul, Hannah, Iain, Galit e toda a equipe da Avaaz

PS: Você ainda pode se inscrever para organizer uma festa:
http://www.avaaz.org/po/live_earth/?cl=13350859
ou participar de uma festa:
http://www.avaaz.org/po/live_earth_parties/?cl=13350859

Você concorda com a carta de compromisso do Live Earth?
Ao disseminar essa carta vamos fazer dos shows de sábado um verdadeiro momento contra o aquecimento global!

Campanha “Ninguém é uma Ilha"

Diga SIM ao Protocolo de Kioto

O Protocolo de Kioto foi ratificado em fevereiro de 2005 por países responsáveis por pelo menos 55% das emissões mundiais de gases causadores do efeito estufa.

Os Estados Unidos e a Austrália não ratificaram o protocolo alegando que isso prejudicaria as suas economias.

Mas o efeito estufa já está mudando o clima do nosso planeta. Por isso:

Nós que respiramos,

Que necessitamos de água, ar e alimentos,

Que fazemos parte dessa teia de espécies que co-habitam o mesmo planeta.

Exigimos que nossos lideres perpetuem a vida saudável em nossa única e perfeita casa.

Ninguém nesse mundo é uma Ilha...

Reduzam as emissões de gás carbônico e minimizem os problemas do nosso clima.

Invistam em tecnologias que não agridam a natureza da qual todos nós fazemos parte.

Por dentro da Campanha “Ninguém é uma Ilha – Diga SIM ao Protocolo de Kioto

A Campanha Ninguém é uma ilha é uma iniciativa da rede Antena Verde e está no ar desde de 2002.

Estamos coletando assinaturas para enviá-las ao governo americano e australiano , mostrando que nós cidadãos do mundo queremos que esses paises ratifiquem o Protocolo de Kioto.

As assinaturas poderão ser feitas on-line no site www.antenaverde.org.br.

Para que serve a utopia?

O Fundo Mundial para a Vida Selvagem – WWF divulgou em seu ultimo relatório os resultados de um recente trabalho onde quantifica o “peso” da pegada da raça humana sobre a Terra.

Esse conceito de “pegada ecológica” é o indicador da pressão que exercemos nos ecossistemas. Individualmente, em média, precisamos de 2,2 hectares para satisfazer nossos padrões de consumo atuais. Só que dispomos apenas de 1,8 hectare. O estudo ainda mostra a desigualdade de “pegadas” pelo mundo: os americanos usam 9,6; Reino Unido, 5,6; Japão 4,4; Brasil 2,1; China 1,6 e Índia 0,8.

Devedores e credores, em média, estão sacando em descoberto de um banco único que não tem como repor este empréstimo. E neste saque indevido, já consumimos 25% do que a natureza pode repor.

Nesta matemática ambiental de problemas em progressão geométrica, estamos permanentemente em déficit Se somarmos todos os relatórios, estudos acadêmicos, pesquisas cientificas, projeções entre outros, chegaremos ao âmago desta equação aparentemente sem solução: é preciso mudar urgentemente e radicalmente nossa escala de valores. Trocar o “ter” pelo “ser”.

Desapegar então, será o verbo que conjugaremos no presente e no futuro. Claro que não é uma tarefa fácil e muitas pessoas diriam até que é inconcebível ousar pensar o mundo de outra maneira, diferente daquela que todo dia mecanicamente nos é ditado. Tirando a preguiça de imaginar de lado é no mínimo um bom exercício para a sobrevivência.

Como ambientalista de carteirinha e um pouco sonhadora gosto muito do termo “simplicidade voluntária”. Parece coisa de hippie quem voltou do Woodstock a pé, mas vencendo os preconceitos é uma idéia tentadora. Explico melhor.

Simplicidade é depurar o que realmente nos contenta e eliminar aquilo que excede e pesa sobre nossos ombros. Simples, não! Quando optamos pela simplicidade ganhamos tempo. Imagine então sermos donos do nosso tempo. Tempo para fazer modelagem em barro, de nadar, de descobrir com as crianças o final de uma trilha de formigas ou simplesmente se permitir ficar em frente a um lago num final de tarde ensolarado. Não é tão ruim assim, não é?

Agora, viver voluntariamente é viver de modo intencional, consciente e deliberado. Externamente mais simples, mas internamente mais rico.

Imagine como será para as nossas instituições (que existem por que acreditamos nelas), quando despertarmos para a realidade de que é preciso muito pouco para ser feliz e que os melhores prazeres da vida custam quase nada.

Realmente uma revolução inimaginável que começa com a ousadia de cada um de nós de nos reinventarmos... De buscarmos o melhor em nós mesmos... De procurar dentro e não fora, a satisfação de existir...

Utopia?
Como diria meu sábio pai: para que serve a utopia se não para caminharmos...

Anna Frota
www.antenaverde.org.br

Em busca da arca de Noé

O memorando do encontro Bush-Lula, em março, acerca da produção de etanol e de biocombustíveis, não deixa de causar preocupações nos meios do pensamento ecológico. O relatório do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) deixou claro que a

Terra está buscando celeremente um novo equilíbrio com o aumento de sua temperatura, que pode provocar um verdadeiro transtorno nos climas mundiais, uma devastação da biodiversidade e um risco de desaparecimento de milhares e milhares de seres humanos. Esta situação alarmante está suscitando novas responsabilidades nos governos do mundo inteiro, procurando adaptações e estratégias de minoração dos efeitos nocivos. Aqui e acolá se ouvem vozes que falam da urgência de uma central mundial de poderes para enfrentar coletivamente os problemas globais e também da necessidade de uma revolução objetiva nos modos de produção e de consumo. Caso contrário, poderemos conhecer, ainda neste século, o destino dos dinossauros.

Depois de reinarem, soberanos, por 133 milhões de anos sobre o planeta, desapareceram, há 65 milhões de anos, incapazes de se adaptar ao estado novo da Terra, provocado pela queda de um imenso meteoro rasante, provavelmente, no Caribe.

No memorando Bush-Lula, busca-se uma alternativa à matriz energética dominante, mas não uma alternativa ao tipo de sociedade menos energívora e mais respeitosa para com a Terra. O que ambos procuram é uma arca de Noé que possa salvar o sistema imperante.

Ora, cabe perguntar: esse sistema pode e merece ser salvo? Não é ele que com sua voracidade de explorar de forma ilimitada todos os recursos da natureza é o principal responsável pelo aquecimento global? Sobre isso o IPCC não diz sequer uma palavra.

Minuciosos cálculos revelaram que o sistema dominante e globalizado, movido a petróleo e com uma economia de competição e não de cooperação, só funciona a contento apenas para 1,6 bilhões de pessoas. Ocorre que somos cerca de 6,5 bilhões. Como ficam esses restantes? Edward Wilson, o grande especialista da biodiversidade, em 'O futuro da vida' deixou claro que se quiséssemos universalizar o bem estar dos países industrializados, deveríamos contar com outras três Terras iguais a esta.

Nosso modo de viver não é, pois, sustentável. Chegou agora, com as mudanças climáticas, ao seu fim, no duplo sentido de fim: realizou suas potencialidades (fim como objetivo alcançado) e também chega ao seu fim, (fim como morte) condenado a desaparecer.

O que está em jogo não é, portanto, uma alternativa à matriz energética, mas uma alternativa ao padrão de produção e consumo, numa palavra, uma alternativa de civilização. Que adianta redesenharmos todo o mapa produtivo brasileiro em função de manter o velho sistema se ele já tem os dias contados?

Sobre este ponto, o memorando Bush-Lula não faz sequer um aceno. Convocados a ajudar na formulação de alternativas não são tanto técnicos nem economistas, mas pensadores, os que vêm das ciências da vida e da Terra, os portadores de um novo sonho, capaz de construir uma arca de Noé que inclua realmente a todos e não apenas alguns. O tempo do relógio corre contra
nós.

Seria desejável que no Governo Lula houvesse, como em outros países há, uma central para pensar a crise sistêmica e suas possíveis saídas salvadoras. Junto com tantos amantes da Terra, aqui deixamos este desafio.

Leonardo Boff
março de 2007

Texto enviado por Esteban Moreno - Rio de Janeiro- RJ

Pouco tempo para o Tibete

Aninhada na encosta de uma montanha, com suas ruas estreitas e pequenas lojas, a cidade mais parece uma simples base para os montanhistas a caminho dos picos nevados do que a residência de um líder religioso tão famoso e admirado.

Retiro espiritual
No entanto, essa pequena cidade indiana é única. Seus moradores são uma mistura notável de negociantes locais, refugiados tibetanos, peregrinos piedosos, europeus cansados da civilização e americanos em busca de significado para suas vidas. Muitos vêm para cá procurar um retiro espiritual do mundo materialista ou - como um grupo de israelenses - um lugar agradável para fumar maconha sem ser incomodados.

Monges tibetanos com cabeças raspadas e túnicas vermelho-escuras conversam na pequena praça da cidade à tarde. Cartazes nas paredes pedem "Liberdade para o Tibete" e o boicote às Olimpíadas de Pequim em 2008 se a ocupação do Tibete continuar. Peregrinos do mundo inteiro esperam com ansiedade permissão para entrar na residência do Dalai Lama.

Nesta manhã de segunda-feira chegou uma grande delegação de budistas mongóis. Alguns cidadãos chineses da República Popular também estão aqui.

Eles não se deixaram enganar pela propaganda de Pequim, que denuncia o Dalai Lama como um "traidor" e "separatista" . "Ele é o guru do meu coração", sussurra uma bonita estudante do sul da China, de rabo-de-cavalo.

O Dalai Lama atende seus conterrâneos antes de se dedicar aos visitantes estrangeiros. Cerca de 308 tibetanos, a maioria deles agricultores e pastores, esperam em silêncio por ele, o rei divino, no terreno em frente a um templo. Eles usam jornais para se proteger do sol forte da primavera enquanto crianças brincam entre eles.

Esperança para o Tibete
Alguns atravessaram clandestinamente a fronteira do Tibete para o Nepal - coisa perigosa de se fazer, pois as patrulhas de fronteiras chinesas às vezes abrem fogo. Recentemente eles atingiram uma monja fugitiva em uma geleira. Outros visitantes têm visto oficial para o Nepal. Guias que conhecem bem o território os trouxeram através da fronteira para a Índia.

A maioria desses peregrinos volta para seu país depois de algumas semanas, mas muitos ficam para o resto da vida. Eles entram em um dos mosteiros tibetanos na Índia, ganham um lugar num lar para idosos ou freqüentam a escola em Dharamsala. Os refugiados incluem um número notável de crianças cujos pais ficaram para trás no Tibete.

Os soldados indianos se mantêm atentos. Um guarda-costas em roupas civis assume sua posição, armado com uma metralhadora que poderia ter vindo do arsenal da ex-potência colonial britânica. Às 10 da manhã em ponto, o Dalai Lama caminha entre a multidão. Ele não se senta numa grande cadeira que foi colocada para ele. Aos 71 anos, ele fica de pé, falando em um microfone cor de laranja por cerca de uma hora.

Seu discurso é mais político que religioso. "Vocês fazem parte da nossa luta. Vocês vão continuá-la. Vocês mantém o espírito e a cultura tibetanos vivos. Vocês são os mantenedores da fé e da identidade", ele incentiva a platéia.

O Dalai Lama cita Mao Tse-tung e Deng Xiaoping. Ele insulta os chineses e ao mesmo tempo os elogia. A China sofreu "grandes mudanças" nos últimos anos e não deixará de se reformar, ele diz. É por isso que ainda há esperança de que o Tibete consiga se libertar do jugo chinês, ele continua.

O tempo está se esgotando
O Dalai Lama faz essas aparições públicas somente uma ou duas vezes por mês.

O objetivo é dar a todos que vêm do Tibete a oportunidade de vê-lo. Ele parece alegre e descontraído - e não dá a impressão de um homem cujo tempo está se esgotando. Mas também sabe que as probabilidades de ele voltar a Lhasa estão diminuindo a cada dia que passa.

Não há progressos nas negociações com os chineses sobre o futuro do Tibete.

Os dois lados simplesmente "esclareceram suas posições" nos últimos três anos, o que significa que o Dalai Lama não busca mais a independência.

Agora, como ele disse à SPIEGEL em uma entrevista, Pequim indicou que quer continuar o diálogo, mas não definiu qualquer cronograma para isso.
Pequim aposta que o tempo trabalhará a seu favor. Evidentemente os chineses querem esperar com paciência até que o Tibete perca o Dalai Lama - e o mundo perca um mestre que durante quase 50 anos atuou como o maior agente publicitário do Tibete, estabelecendo contatos estreitos com Washington, Bruxelas e Hollywood.

Os chineses calculam que quando o líder de 71 anos morrer o interesse do Ocidente pelo lugar místico que é o Tibete vai desaparecer, a procura por Xangrilá terminará e a pressão política sobre Pequim derreterá como as velas de manteiga nos altares dos mosteiros locais.

"Os chineses não confiam em nós. Eles não confiam em Sua Santidade", queixa-se Thubten Samphel, o porta-voz do governo no exílio. Mas, ele diz, os tibetanos não podem fazer mais concessões do que já fizeram. "Temos nosso orgulho. Fomos até onde pudemos ir, mas esse é o limite."

Pessoas como Samphel podem ver os efeitos que 50 anos de domínio chinês tiveram sobre seus conterrâneos. "Os jovens tibetanos que chegam aqui não falam tibetano entre si, falam chinês", ele comenta com tristeza. "Eles querem conhecer uma mulher branca aqui em Dharamsala e então partir para os EUA ou a Europa."

Outros estão se tornando cada vez mais impacientes. Kelsang Phuntsok, 45 anos, presidente do Congresso da Juventude Tibetana, é um desses ansiosos.

"Estamos muito preocupados com o que acontecerá ao Tibete depois da morte do Dalai Lama", ele diz.

Sentado em seu escritório desorganizado, Phuntsok não esconde sua opinião de que "o caminho do meio" da autonomia pretendida pelo Dalai Lama é um enorme erro: "Estamos falando de independência, e não de autonomia. As pessoas têm independência em seus corações. Nós acreditamos nisso".

"O conceito de violência não acabou para nós", ele diz. "Matar chineses é a coisa mais fácil do mundo. Mas é inútil nesta fase." Uma greve de fome na frente do edifício da ONU em Nova York faz maior pressão contra Pequim do que atentados, diz o jovem funcionário político.

O líder rebelde sul-americano Che Guevara é seu grande ídolo, ele confessa antes de se despedir. "Temos força para levar o movimento tibetano em outra direção", ele diz.

Caminho para a democracia
Em um futuro Tibete autônomo, o Dalai Lama quer um sistema político com "liberdade de expressão e o regime da lei", ele insistiu na entrevista à SPIEGEL. Mas o espírito da democracia até agora não conseguiu florescer em Dharamsala - iniciativas para fundar partidos políticos no exílio ainda não deram resultados.

"O sistema democrático foi adotado por Sua Santidade", diz timidamente o primeiro-ministro Samdhong Rinpoche. O que ele quer dizer é que o sistema democrático não é produto da pressão popular "de baixo", nem a expressão de um desejo genuíno de participação política. É simplesmente um sistema que atrai o Dalai Lama. "As pessoas têm dificuldade para imaginar uma liderança política que não seja também religiosa", diz Samdhong.

Ele e os outros lamas e ministros estão constantemente imaginando o futuro do budismo tibetano. O que aconteceria se o Dalai Lama anunciasse no fim de sua vida que não haverá uma 15ª reencarnação no exílio? "Estamos considerando um modelo parecido com o do Vaticano", diz o líder do governo.

O simpático monge Thupten Ngodup é uma pessoa que poderia exercer considerável influência sobre a questão do sucessor do Dalai Lama. Suas feições são surpreendentemente suaves para um homem de 49 anos, e ele tem uma risada franca. Mora no mosteiro de Nechung em quartos com vista para o profundo vale lá embaixo.

Ngodup gosta de flores e cachorros, e provavelmente tem o emprego mais misterioso do mundo: ele é o oráculo oficial do Tibete, cuja função é prever o futuro do Dalai Lama. Seu antecessor pediu que o rei divino, que na época tinha 24 anos, fugisse do Tibete durante a insurreição.

O Dalai Lama - que gosta de se cercar de cientistas, filósofos e pensadores internacionais - tem uma crença inabalável nas forças sobrenaturais misteriosas. O mesmo parece valer para a jovem chinesa de rabo-de-cavalo, a última peregrina que ele recebe nessa manhã. "Você tem de viver para sempre!", ela diz em inglês. "Prometa!"

O Dalai Lama olha para ela, sorri e não diz nada

Yahoo Grupos - Sakya Kun Khiab Cho Ling

Texto enviado por Marcelo Marcolino - São Paulo-SP

Alimentos que matam

O último levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária mostrou que 12,24% dos alimentos apresentavam resíduos de agrotóxicos proibidos ou, em quantidade excessiva, prejudicial à saúde.

Fertilizantes químicos e agrotóxicos, que contaminam o meio ambiente, empobrecem o solo e prejudicam os rios. As sementes transgênicas podem causar a perda da biodiversidade por meio da poluição genética, que ocorre quando estas variedades se cruzam com variedades originais. Além de seus efeitos na saúde e meio ambiente serem desconhecidos sua adoção torna os agricultores mais dependentes das empresas multinacionais.

# Não consuma alimentos transgênicos.
# Prefira alimentos orgânicos, produzidos sem fertilizantes químicos e agrotóxicos.
# Diminua a pressão sobre as espécies pesqueiras, varie na hora de comprar pescado.

Consciência Revolucionária
Perfil do Orkut

Dia Mundial da Água



Dia 21 de março comemora-se o Dia Internacional da Floresta e dia 22 o Dia Mundial da Água, datas que lembram da importância de serem tomadas providencias urgentes, pois a diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa pode evitar maiores impactos do aquecimento global, como a falta de água e a extinção de muitas espécies de árvores da Amazônia, conforme esboço de um relatório da ONU – Organização das Nações Unidas.

A água é o elemento que deu origem e sustenta a vida no planeta Terra.

Sem a água, nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o homem, sobreviveria. Cerca de 70% de nossa alimentação e de nosso próprio corpo são constituídos por água.

Grande parte das espécies de animais e plantas do mundo é aquática.

O Brasil abriga em torno de 12% da reserva de água potável do planeta. Com tamanha importância, é preciso a conscientização de todos nós, preservando ainda mais a natureza.

Abraços fraternos!

João Batista
Orkut: Comunidade Plantas Medicinais no Nordeste